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Fernão Capelo Gaivota

Quinta-feira, 29.01.09

 

                             

Fernão Capelo Gaivota passou a noite em minha casa. Chegou já tarde e poisou, devagar, à frente da minha porta. Pelo pousar vi, logo, que vinha muito cansado. Nem força teve nas pernas para se erguer quando me aproximei. Agarrei-o com cuidado e fui colocá-lo a descansar numa cama especialmente preparada para ele.

No dia seguinte de manhã, quando o fui ver, estava na mesma posição em que o deixei. Mas estava vivo e pronto a cumprimentar-me com uma ligeira bicada. Era bom sinal.

Dei-lhe o pequeno – almoço, peixe fresco. Engoliu os bocados, à pressa e sem mastigar…

Continuou a recuperar as forças.

Afinal, chegou a tarde e nada de melhorar. Continua sem se aguentar nas patas, não  quer voar e não aceita mais comida…

Vamos ver amanhã como se encontra.

                       

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publicado por Filomena às 17:33

A história do banho (2)

Quarta-feira, 28.01.09

No tempo dos Gregos era assim:

A Grécia foi um dos locais em que o banho prosperou, sendo possível encontrar bem preservados palácios de 1700 a.C. a 1200 a.C. que, mesmo nos dias actuais, surpreendem devido a avançadas técnicas de distribuição da água. Afirma-se que naquela época, os banquetes tinham de ser luxuosos e incluíam uma sessão de banho para os convidados.
Na Grécia, o banho também era uma extensão necessária da prática de ginástica, e era hábito os gregos antigos invocarem a protecção de Hera, a mulher de Zeus (também conhecida como Deusa Juno), durante o banho.
Os gregos tomavam banhos por prazer e para ter uma vida saudável, motivados pela higiene, espiritualidade e práticas desportivas, sendo que os médicos louvavam as virtudes ocasionadas em função dos diferentes tipos de banho, aconselhando o uso de óleos na água para untar o corpo antes de as pessoas se secarem. 

Embora os gregos tenham iniciado a prática dos banhos públicos no Ocidente, os pioneiros nos balneários colectivos foram os babilónicos.

Materiais saponificantes anteriores a 2.800 a.C. foram encontrados em cilindros escavados nas ruínas da antiga Babilónia. As inscrições indicam que aquele material era utilizado para a limpeza dos cabelos e para auxiliar na confecção de penteados.

Por volta de 650 a.C. a cidade da Babilónia, na Mesopotâmia, tornou-se o centro comercial de especiarias e perfumes da época.

 (continua)

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publicado por Filomena às 20:29

A história do banho (1)

Terça-feira, 27.01.09

 Imagem da Wikipédia

Começo hoje a publicar a história do banho e quão diferentes têm sido os costumes das várias épocas.

No tempo dos Egipcíos era assim:

Os primeiros registos do acto de se banhar individualmente ocorreram por volta de 3.000 a.C., e pertencem ao antigo Egipto. Os egípcios realizavam rituais sagrados na água e banhavam-se diariamente, dedicando os banhos a divindades como Thot e Bes.

Mais do que limpar o corpo, os egípcios presumiam que a água purificava a alma, e esta crença era válida tanto para a realeza - perfumada com óleos aromáticos e massagens aplicadas pelos escravos, quanto para as populações mais pobres, que recorriam inclusive a profissionais de rua quando não conseguiam tratar da própria beleza. Os egípcios foram os inventores dos primeiros cosméticos.

(continua)

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publicado por Filomena às 22:58

Curiosidades do século XVII (3)

Sexta-feira, 23.01.09

  (Imagem da net)

9.ª - O telhado das casas não tinha forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros -  se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a saltarem para o chão. Assim, a expressão “está a chover a potes “  tem seu equivalente em inglês em “it's raining cats and dogs” (chovem gatos e cães).
10.ª  Aqueles que tinham dinheiro, tinham pratos de estanho. Certos tipos de alimentos oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada (lembremo-nos de que os hábitos higiénicos da época eram péssimos). O tomate, sendo ácido, foi considerado, durante muito tempo, venenoso.
 Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou whisky. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo “no chão” ( numa espécie de narcolepsia, induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto e, por isso, recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era, então, colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.
Em Inglaterra, alguns anos após um cadáver ser enterrado, os caixões eram abertos, os ossos retirados e postos em ossários e o túmulo utilizado para outro cadáver. Às vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Surgiu, assim, a ideia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma fita no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria “saved by the bell “, ou “salvo pelo sino”, expressão usada por nós até os dias de hoje.

Para saber mais leia "Uma História dos Costumes" de EliasNorbert.

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publicado por Filomena às 12:01

Curiosidades do século XVII (2)

Quarta-feira, 21.01.09

(Continuação)

6.ª - Quem já esteve em Versailles admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas “usados” como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existia WC.
7.ª - Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de Junho (para eles, o início do Verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em Maio; assim, em Junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam ramos de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos Maio como o “mês das noivas” e a origem do “ramo de noiva” explicada.
8.ª - Os banhos eram tomados numa única banheira enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebés eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da banheira já estava tão suja que era possível “perder” um bebé lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês “don't throw the baby out with the bath water”, ou seja, literalmente, “não despeje o bebé juntamente com a água do banho”, que hoje usamos para os mais apressados.

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publicado por Filomena às 20:26

Curiosidades do século XVII (1)

Sábado, 17.01.09

 

1.ª -  Quando se visita o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o sumptuoso palácio não tem casas de banho.

2.ª - Na Idade Média, não existiam dentífricos ou escovas de dentes, perfumes, desodorizantes, muito menos papel higiénico. As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio.
3.ª - Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene.
 4.ª - Vemos, nos filmes de hoje, as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que propositadamente eram feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene).
 5.ª - Não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e a quase inexistência de água canalizada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador. Só os nobres tinham empregados para os abanar, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insectos.

(continua)

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publicado por Filomena às 17:32

A consulta

Sexta-feira, 02.01.09

Hoje estive 3 horas à espera de uma consulta nas urgências do Centro de Saúde. Quando cheguei já lá estavam cerca de vinte pessoas, crianças, jovens e idosos. A maior parte deles tinham sintomas de gripe, o que é natural nesta época do ano.

O que me levou a escrever este “post” não foi o facto de ter de esperar tanto tempo – só havia uma médica e uma enfermeira a atender…
Também não foi o facto de não haver triagem de doentes, isto é, os casos mais graves serem atendidos mais cedo, ou mesmo as crianças serem atendidas primeiro…
Também não foi o facto de ter lá chegado um idoso, com dificuldades em andar e em estar sentado e ter de, quando em vez, cuspir para um saco de plástico…
Também não foi a sala de espera ser pequena, haver pessoas em pé e outras na rua e ainda lá ter o balcão de atendimento e os sanitários…
Não, não foi nada disto que me indignou e me fez escrever. Foi sim, o facto de, naquele intervalo de tempo, duas senhoras, uma já de idade e outra ainda muito jovem, depois de serem atendidas pela enfermeira, terem de se deslocar à casa de banho com uma taça de cartão reciclado na mão, e passado algum tempo, saírem, e atravessarem a sala de espera cheia de doentes e acompanhantes, com a taça na mão cheia de urina, a chocalhar… entorna, não entorna, cuidado com esse líquido precioso… olha que pode entornar e até cair em cima do idoso que mais uma vez enfiava a cabeça no saco de plástico…

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publicado por Filomena às 20:08








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