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IC3 - O Espartilho

Segunda-feira, 24.03.08

(Espartilho - definição no fim)

O Itinerário Complementar 3 (IC3) vai de Setúbal a Coimbra.
 
O estudo do impacte ambiental da construção do IC3 entre Tomar e Coimbra, esteve em consulta pública até ao passado dia 6 de Março.
 
Este lanço desenvolve-se com uma orientação sul-norte iniciando-se na Variante de Tomar e terminando após o atravessamento do rio Mondego, a nascente de Coimbra.

 
A extensão das Soluções 1 (linha a vermelho na imagem) e 2 (linha a azul na imagem), das Alternativas e das Ligações a Condeixa estudadas neste lanço, totaliza cerca de 200 km.
O IC3 terá um perfil de 2 x 2 vias, com uma largura total de 24,1 m. Nos trechos mais inclinados terá uma via de lentos.
 
Estão previstos 10 nós de ligação ao longo do traçado da Solução 1 e dez ao longo do traçado da Solução 2.
 
O projecto prevê três pontes, sobre os rios Corvo, Ceira e Mondego, e numerosos viadutos, em número variável com as soluções alternativas consideradas.
 
As vias intersectadas serão repostas através da construção de restabelecimentos, com secções diversas, e por passagens superiores, inferiores e agrícolas.
 
A conclusão do Projecto de Execução está prevista para meados de 2009, altura em que se iniciará a obra, a qual terá uma duração previsível de cinco anos, terminando em 2014.
 
Após a obra, a presença de grandes taludes de escavação e aterro representa uma importante e permanente alteração na morfologia que, de um modo geral ocorre com maior expressão nos traçados que se desenvolvem nas áreas mais a norte onde, de um modo geral, são atravessados terrenos mais acidentados.
 
Os impactes da fase de construção são em grande parte reversíveis e temporários, excepto a destruição do habitat, enquanto que na fase de exploração os impactes serão permanentes e irreversíveis, embora minimizáveis. O efeito de barreira será o impacte mais relevante na fase de exploração pois afectará a movimentação dos animais que ocorrem não só na área de afectação mas também da envolvente.
 
A qualidade do ar, na fase de construção, poderá ser afectada por emissões e reemissões de partículas resultantes, essencialmente, do funcionamento do estaleiro, da desmatação, da decapagem, da movimentação de terra, das actividades de britagem e do funcionamento de veículos e máquinas. Estes impactes serão negativos, mas localizados (até cerca de 100 m da via),temporários e passíveis de minimização, desde que tomadas as medidas recomendadas.
 
O efeito de barreira será reduzido por medidas já integradas no projecto, como a construção de viadutos e túneis, restabelecimento de estradas e caminhos. Em fase de projecto de execução serão reavaliados os restabelecimentos e definidos caminhos paralelos que contribuirão também para reduzir o efeito de barreira.
A Solução 1 (a vermelho) prevê a ligação ao IC8 - já construída na zona do Pontão. A Solução 2 (a azul) prevê a construção do nó de ligação ao IC8 na zona do Casal de Santo António.
Sou de opinião que a Solução 2 não será a melhor pelos impactes negativos que irá provocar como se lê nas linhas anteriores e também no que escreve a Quercus no seu relatório sobre o impacte ambiental da construção do IC3 e que vem reforçar esta minha opinião: “A partir do Nó de Avelar Sul a Solução 1 proposta coincide com a actual EN 110/IC3, o que de facto  apresenta ter mais lógica pois vai aproveitar o traçado existente na zona de Pontão, na freguesia de Avelar pelo que apresenta menos custos ambientais, reduz 650.000 metros cúbicos de escavação e aterro e ficará muito menos onerosa para o Estado, segundo o próprio Estudo de Iimpacte Ambiental têm menor custo de construção, da ordem de 32.000.000 euros (5 viadutos em 2,5 km).”
Além disso a construção desta variante com o nó de ligação, segundo a Solução 2, vem espartilhar a freguesia de Avelar que já se encontra condicionada e circundada pelo IC8 (linha amarela, na imagem) a nascente, pelo troço do IC3 já construído a sul, e que continuará lá, mesmo que seja construído o novo nó de ligação da Solução 2 (a azul) e ainda existirá o efeito barreira que irá prejudicar pessoas e animais, será a movimentação de terras, será o ruído, a destruição de floresta, a poluiçaõ trazida por mais trânsito e movimentação de terras, será ainda a diminuição da área geográfica da freguesia (linha a verde na imagem) que já não é muita... são, como se prova,  muitos os efeitos negativos que justificam o meu ponto de vista: é preferível a adopção da Solução 1 ( a vermelho na imagem), uma vez que já se encontra construída e cujos efeitos negativos já foram assimilados e já entraram na habituação das populações limítrofes, não havendo assim justificação para construir uma nova ligação.

“Espartilho” - Espartilho ou Corset é uma peça do vestuário feminino que dispõe de barbatanas metálicas e amarração nas costas. Essa peça tem como objectivo reduzir a cintura e manter o tronco erecto, controlando as formas naturais do corpo e conferindo a ele mais elegância." (definição da Wikipédia)

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publicado por Filomena às 12:22


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