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Curiosidades do século XVII (3)

Sexta-feira, 23.01.09

  (Imagem da net)

9.ª - O telhado das casas não tinha forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros -  se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a saltarem para o chão. Assim, a expressão “está a chover a potes “  tem seu equivalente em inglês em “it's raining cats and dogs” (chovem gatos e cães).
10.ª  Aqueles que tinham dinheiro, tinham pratos de estanho. Certos tipos de alimentos oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada (lembremo-nos de que os hábitos higiénicos da época eram péssimos). O tomate, sendo ácido, foi considerado, durante muito tempo, venenoso.
 Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou whisky. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo “no chão” ( numa espécie de narcolepsia, induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto e, por isso, recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era, então, colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.
Em Inglaterra, alguns anos após um cadáver ser enterrado, os caixões eram abertos, os ossos retirados e postos em ossários e o túmulo utilizado para outro cadáver. Às vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Surgiu, assim, a ideia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma fita no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria “saved by the bell “, ou “salvo pelo sino”, expressão usada por nós até os dias de hoje.

Para saber mais leia "Uma História dos Costumes" de EliasNorbert.

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publicado por Filomena às 12:01


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