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A história do banho (5)
Proibição do Banho
Durante a Idade Média, os ocidentais abandonaram os sofisticados rituais de limpeza da Antiguidade e mergulharam numa profunda escuridão. A maneira de ver o banho mudou. As ideias religiosas foram levadas ao exagero e as termas passaram a ser consideradas locais de pecado, porque as pessoas se viam nuas umas às outras.
Não é exagero afirmar que a Idade Média foi o período em que a cristandade varreu da Europa as termas e demais actividades em que as pessoas se expusessem demais. Com tantos pudores, o prazer de tomar banho de corpo inteiro passou a ser visto como um acto de luxúria. Lavar as mãos e o rosto bastava, às vezes nem isso. Quando muito, era aceitável tomar um só banho por ano…
Os banhos foram totalmente proibidos aumentando as doenças, em especial a peste. Dizia-se que a água "amolecia" a alma. Dizia-se ainda, que o facto de a água quente dilatar os poros da pele facilitava a entrada de doenças no corpo. Desta forma, nesta época, a higiene resumia-se em vestir uma roupa limpa e usá-la até ficar suja, pois acreditava-se que a roupa funcionava como uma espécie de “esponja”, absorvendo a sujidade. Sendo que muitas vezes a roupa nem sequer era lavada, apenas sacudida e carregada de perfume.
Os banhos eram escassos, quase inexistentes. Nas famílias pobres, quando eles aconteciam, a mesma água servia para banhar a família inteira. Primeiro os homens, depois as mulheres e por último os filhos.
Iniciou-se um período de imundície com consequências desastrosas para a Europa. As constantes epidemias, como a Peste Negra, que assolaram o Velho Mundo durante a Idade Média foram provenientes da total ausência de higiene por parte da população. As necessidades fisiológicas eram “despejadas” pelas janelas, juntamente com o conhecido pregão “aí vai água”!
A Idade Média foi muito apropriadamente chamada de Idade das Trevas, protagonizando o fim dos hábitos de higiene. A Igreja abominava os banhos, tratando-os como “orgias pecaminosas”.